A tabela periódica acaba de ganhar um novo personagem. Estamos falando do elemento de número 117, que será chamado de Ununséptio pela comunidade científica. Ele havia sido descoberto no ano de 2010 pelo Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear — o JINR, que é formado por cientistas da Rússia e dos Estados Unidos. Mas somente agora ele foi confirmado por outro grupo. A União de Química Pura e Aplicada (IUPAC) exige que grupos independentes confirmem a existência de um elemento químico antes de aprovar a integração dele à tabela periódica divulgada internacionalmente. E quem realizou a confirmação foi um grupo de cientsitas do Centro GSI Hemholtz, que fica na Alemanha. A comprovação do Ununséptio levou quatro anos para sair. Segundo o site IFL Science, a comprovação aconteceu depois que os cientistas do GSI conseguiram bombardear Berquélio radioativo com Cálcio. Com essa nova informação, os cientistas agora possuem caminho aberto para pesquisar a existência de outros elementos que podem ser criados em laboratórios. Será que é possível montar elementos 118, 119 e outros?
sábado, 3 de maio de 2014
Ununséptio é confirmado por cientistas e agora integra a tabela periódica.
Depois de quatro anos de tentativas, um grupo de cientistas da Alemanha provaram a existência do elemento.

Fonte: www.tecmundo.com.br
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Veneno de cascavel gera o mais potente analgésico
O
Instituto Butantã, órgão vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo,
desenvolveu uma nova substância a partir do veneno de cobra cascavel,
com um poder analgésico 600 vezes maior que o da morfina. A vantagem da nova droga é que ela não causa dependência física
como a morfina, já que age em receptores diferentes, e será mais eficaz
que os analgésicos hoje existentes para dores crônicas como as do
câncer.
A
ideia nascida com o fundador do instituto e pioneiro no estudo de
serpentes no Brasil, Vital Brazil, somente agora pode ser colocada em
prática, quando se conseguiu isolar as moléculas do veneno responsável
pela analgesia. O próximo passo é a realização de testes clínicos, com
apoio da Fapesp e do Consórcio Farmacêutico (Coinfar).
“A
descoberta desta nova substância, extremamente potente e sem poder de
dependência, pode modificar, de maneira única a utilização de
analgésicos em pacientes”, afirma o diretor do instituto Butantã, Otávio
Mercadante. A proteína do veneno
da cascavel, a Enpak, responsável pelo formigamento e adormecimento do
local da picada, só foi caracterizada, isolada e sintetizada 70 anos
depois de ter sido usada empiricamente por Vital Brazil para aliviar as
dores de pacientes com câncer.
Segundo
a pesquisadora Yara Cury, do Laboratório de Fisiopatologia do Butantã,
que coordena os estudos sobre a nova substância, o primeiro efeito da
picada de uma cascavel é uma sensação de formigamento, seguida de
adormecimento local. “Então a pergunta óbvia é: seria efeito de um
componente analgésico do veneno?’, questiona a pesquisadora. ‘Procuramos
registros e documentos sobre o assunto em arquivos e gavetas do
instituto e descobrimos que Vital Brazil diluía o veneno e o enviava
para o exterior’, contou Cury. Os médicos conhecidos de Vital Brazil
utilizavam o remédio em pacientes com câncer e depois enviavam relatos
que indicavam que o veneno (soluto) era muito eficiente no alívio da
dor. Não havia menção à reações adversas.
Os
documentos sobre o assunto remontam à década de 30 quando não havia
estudos experimentais como os de hoje, daí a falta de informações mais
detalhadas sobre o tratamento. ‘O que se sabia, conta Yara, é que o
veneno da nossa cascavel, diferentemente de outras espécies de
cascaveis, como as norte-americanas, é neurotóxico, mais parecido com o
das najas indianas. Depois do soluto crotálico, desenvolvido pelo
instituto, o Butantã passou a produzir o que eles chamam de ‘anaveneno’,
tratado com formol, que era usado para aliviar dores reumáticas e
nevralgias. Os produtos foram descontinuados na medida em que as normas
de fabricação de medicamentos se tornaram mais rígidas para preservar a
segurança dos tratamentos.
A
partir daí a equipe da Dra. Cury começou as pesquisas em 1991 e
conseguiu caracterização farmacológica da substância analgésica contida
no veneno da cascavel. A grande surpresa é que ela revelou, em uma única
dose, um poder de analgesia 600 vezes maior que o da morfina, resultado
que se prolonga por até cinco dias, sem efeitos colaterais. Agora o
medicamento entra em testes pré-clínicos, que vão determinar sua
introdução no mercado.
Fonte: FAPESP
http://www.mundodaquimica.com.br/category/noticias/
sexta-feira, 18 de abril de 2014
As 12 substâncias químicas que causam mais problemas hormonais.
Cientistas listaram compostos aos quais somos expostos no dia-a-dia que podem interferir no sistema endócrino e levar a problemas como os de fertilidade.
Uma organização americana dedicada a estudar os efeitos ambientais sobre a saúde das pessoas e animais divulgou nesta semana uma lista com as substâncias químicas que mais causam danos ao corpo por provocar alterações hormonais. Esses compostos são os chamados desreguladores endócrinos — uma vez em contato com o organismo, eles imitam a ação de hormônios naturais, alterando a ação ou a quantidade deles no corpo.
“Nós estamos rotineiramente expostos a esses desreguladores endócrinos, e isso tem um potencial de prejudicar de forma significativa a saúde dos jovens. É importante fazermos o que estiver ao nosso alcance para evitá-los”, diz Renee Sharp, diretor de pesquisa do Environmental Working Group (EWG), que elaborou a lista.
Para fazer a lista, os pesquisadores do EWG reuniram uma série de artigos científicos sobre os efeitos dessas substâncias na saúde das pessoas. Segundo os especialistas do grupo, os desreguladores endócrinos podem ser muitas vezes encontrados em alimentos, água, embalagens e produtos de consumo, como os de limpeza e cosméticos. A exposição a esses compostos já foi associada a diversos problemas, entre eles danos à fertilidade e à cognição, e um maior risco de câncer.
Entre os itens da lista do EWG, está o bisfenol A (BPA), um composto químico presente principalmente em alguns objetos de plástico e latas de alumínio. A substância vem sendo alvo de uma série de pesquisas científicas, que já encontraram uma relação entre o BPA e problemas de fertilidade, obesidade, câncer, entre outras condições. Estudos como esses fizeram com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibisse, em setembro de 2011, a comercialização de mamadeiras com a presença do composto.
Conheça os 12 desreguladores endócrinos mais prejudiciais à saúde:
Bisfenol A (BPA)
Essa substância está presente principalmente em embalagens de plástico feito de policarbonato e no revestimento interno de latas de alumínio, como as de refrigerante, por exemplo. Uma vez no organismo, o BPA imita a ação do estrogênio, um hormônio sexual feminino, interferindo diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, podendo também aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. O bisfenol A vem sendo associado a alguns tipos de câncer, como o de mama, além de problemas de reprodução, obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.
Como evitar: Preferir alimentos frescos a enlatados; evitar embalagens de plástico para alimentos e bebidas que tenham o símbolo ‘PC’, que significa policarbonato, ou cujo símbolo de reciclagem leve os números 3 ou 7, que indicam a presença do BPA.
Dioxina
A dioxina é formada a partir da combustão que acontece com uma série de processos industriais. No corpo humano, ela afeta a sinalização dos hormônios sexuais tanto nos homens quanto nas mulheres. Uma pesquisa recente mostrou que o contato dessa substância ainda no útero materno e durante os primeiros anos de vida de um homem pode afetar de forma permanente tanto a qualidade quanto a concentração de espermatozoides no sêmen.
Como evitar: Reduzir o consumo de alimentos que são mais propícios a serem contaminados pela dioxina nas indústrias. São eles peixes, carnes, leite, ovos e manteiga. Ou seja, comer menos produtos de origem animal.
Atrazina
A atrazina é um herbicida frequentemente utilizado em culturas de milho nos países do continente americano capaz de contaminar água potável. Pesquisadores descobriram que seu efeito hormonal é tão perigoso que pode até de fazer com que sapos machos passem a ovular. A substância vem sendo associada a um maior risco de tumores na mama, puberdade tardia e inflamação na próstata entre animais, mas também há evidências de que ela possa estar ligada a câncer de próstata em seres humanos.
Como evitar: Consumir mais alimentos orgânicos; comprar um filtro de água certificando-se de que ele remove a atrazina.
Ftalatos
A substância costuma ser utilizada para deixar o plástico mais maleável e pode ser encontrada em materiais como revestimento de pisos e paredes, equipamentos médicos e produtos de cuidado pessoal. Estudos já demonstraram que os ftalatos podem causar a morte precoce das células germinativas dos homens, que dão origem aos espermatozoides. Outras pesquisas também associaram o composto químico a alterações hormonais, menores quantidades e pior qualidade dos espermatozoides, distúrbios no sistema reprodutivo masculino, obesidade, diabetes e problemas de tireoide.
Como evitar: Diminuir o contato com recipientes plásticos, brinquedos e produtos de higiene pessoal que contenham ftalatos e com objetos de plástico feitos de PVC, cujos rótulos levam o número 3 no símbolo da reciclagem.
Perclorato
A substância é usada na fabricação de combustível para foguetes, mas também pode ser aplicada em fertilizantes e herbicidas, sendo capaz de contaminar a produção de alimentos e o leite. Ao entrar em contato com o corpo humano, o perclorato compete com o iodo, nutriente necessário para que a glândula da tireoide produza hormônios. Ou seja, a exposição a grandes quantidades do composto pode alterar o equilíbrio hormonal do organismo e, consequentemente, afetar a regulação do metabolismo entre adultos e também o desenvolvimento cerebral e dos órgãos de crianças.
Como evitar: Prevenir o consumo de água que contenha perclorato é possível com o uso de filtros de osmose reversa; como é praticamente impossível evitar o contato com perclorato por meio da alimentação, o ideal é que sejam consumidas quantidades ideais de iodo.
Retardador de chama químico
Estudos feitos com mulheres e diversos animais encontraram, no leite materno, um composto chamado éter de difenila polibromado (PBDE, sigla em inglês), que é um desregulado endócrino presente em retardadores de fogo tóxicos. A substância, que pode ser encontrada em produtos que vão desde materiais de construção a móveis e eletrônicos, é capaz de imitar hormônios da tireoide e, entre outros problemas de saúde, afetar de forma negativa a cognição.
Como evitar: É praticamente impossível evitar sozinho o contato com a substância – para isso, é preciso que leis ambientais sejam mais rígidas na hora de autorizar que certos produtos sejam vendidos no mercado. Algumas medidas, porém, podem ajudar. Usar filtros HEPA para aspiradores de pó, por exemplo, pode diminuir a poeira doméstica tóxica. Além disso, na hora de comprar um novo tapete, o ideal é optar por um cujo revestimento de baixo não contenha PBDE.
Chumbo
O chumbo é capaz de prejudicar praticamente todos os órgãos do corpo e já foi associado a muitos problemas de saúde, como danos cerebrais e cognitivos, aborto espontâneo e parto prematuro, além de hipertensão. A substância também pode provocar problemas hormonais. Uma pesquisa descobriu que o composto atrapalha a sinalização hormonal que regula o stress do corpo, diminuindo a capacidade de o organismo lidar com problemas como hipertensão, depressão e ansiedade.
Como evitar: Manter a casa limpa e conservada; não deixar tinta descascada nas paredes por muito tempo; ter um bom filtro de água; e manter uma boa alimentação, já que estudos demonstraram que crianças que seguem uma dieta saudável absorvem menos chumbo.
Arsênio
A substância tem diversas aplicações, entre elas ser conservante de madeira e couro e compor a produção de herbicidas e venenos. Consequentemente, pode contaminar alimentos e água. O arsênio, além de causa cânceres de pele, bexiga e pulmão, pode afetar o funcionamento dos hormônios, levando à perda ou ao ganho de peso, resistência à insulina ou pressão arterial alta.
Como evitar: Usar filtros de água que consigam diminuir a concentração de arsênio.
Mercúrio
O mercúrio é elemento natural, porém tóxico. Ele pode entrar em contato com o ar e com o oceano principalmente com a queima de carvão. Nos alimentos, ele pode ser encontrado em frutos do mar contaminados, por exemplo. Essa substância, em contato com mulheres grávidas, pode prejudicar o cérebro do feto. Além disso, é capaz de afetar a ação de um hormônio que regula o ciclo menstrual e ovulação, além de danificar as células produzidas pelo pâncreas, o que pode levar ao diabetes.
Como evitar: Diminuir o consumo de frutos do mar – se for para consumir o alimento, preferir salmão e truta cultivada, que são fontes de gordura saudável, mas que não têm mercúrio tóxico.
Compostos perfluorados (PFCs)
Essas substâncias são amplamente usadas na fabricação de panelas antiaderentes e embalagens de alimentos. Testes feitos nos Estados Unidos já mostraram que 99% dos americanos apresentam o composto no organismo. A exposição à substância é associada a uma pior qualidade do espermatozoide, baixo peso do bebê ao nascer, doenças renais e da tireoide, além de hipertensão.
Como evitar? Não usar panelas antiaderentes; evitar tecidos impermeáveis ou resistentes à manchas.
Éster fosfato
A substância é frequentemente usada na produção de agrotóxicos. Ela já foi associada a danos no desenvolvimento cerebral, no comportamento e na fertilidade. Além disso, pode afetar negativamente a forma como a testosterona se comunica com as células do corpo.
Como evitar: Comprar mais produtos orgânicos.
Esse produto químico é comumente usado como solvente de tintas, produtos de limpeza e cosméticos. A União Europeia já classificou a substância como um possível fator de prejuízo à fertilidade das pessoas ou ao feto, além de um fator risco para alergias e asmas em crianças.
Como evitar: Evitar produtos que tenham na fórmula ingredientes como o 2-Butoxietanol.
FONTE: www.veja.abril.com.br
domingo, 13 de abril de 2014
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